domingo, 8 de julho de 2012

Natação em todas as idades.





Feitas as ressalvas, a verdade é que nadar é bom para a saúde. Em todas as idades. Dos bebés à terceira idade, a todos proporciona acima de tudo bem-estar.

Para as crianças, a água é um meio natural, a outra face do líquido amniótico, em que permaneceram envolvidas durante a gestação.

O meio aquático é-lhes, pois, familiar, pelo que na piscina o que importa é que não percam os reflexos que transportaram do útero materno, aprendendo a movimentar-se em segurança, adaptando-se e não - é preciso frisar a diferença - aprendendo a nadar.

Assim, o objectivo da natação para os bebés dos seis meses aos dois anos consiste em despertar o gosto e o prazer pelo convívio íntimo com a água, ao mesmo tempo que se desenvolve a sua noção espacio-temporal e o domínio corporal na água.

Segurança, tranquilidade e equilíbrio nos movimentos dentro de água é o que resulta desta fase inicial, que, preferencialmente, é acompanhada pelos pais, de modo a garantir a estabilidade emocional necessária a esta aventura.

É uma brincadeira que pode inclusivamente fomentar a auto-confiança dos mais pequenos.
Se para os pequeninos tem uma mão cheia de vantagens, para os mais idosos não é menos benéfica.

É sabido que com a idade há uma redução do número e do tamanho das fibras musculares de contracção rápida, que no sistema nervoso central os neurónios diminuem em número e tamanho, que os movimentos passam a ser mais lentos e menos precisos, que os tendões, cartilagens e ligamentos se tornam mais espessos e rígidos, que os sistemas cardiovascular e respiratório demoram mais tempo a responder aos exercícios.

É por tudo isto que o idoso fica mais lento e menos potente, não correspondendo com a mesma eficácia e rapidez a actividades que exijam grande energia. Mas isso não significa que o exercício físico esteja vedado na terceira etapa da vida. Antes pelo contrário.

São inúmeros os benefícios da prática regular de uma actividade física nas idades mais avançadas.

Vejamos: reduz a frequência cardíaca, passando o coração a bombear o sangue com menor esforço e menos batimentos; os pulmões absorvem e distribuem maior quantidade de oxigénio, proporcionando mais energia ao organismo; os músculos ficam mais fortes e resistentes; aumenta a flexibilidade e melhora a movimentação nas articulações.

Tudo isto somado resulta na prevenção dos processos degenerativos próprios da idade avançada. Sem contar com o alívio das tensões do dia-a-dia. E com o facto de, inevitavelmente, as deslocações à piscina possibilitarem novos conhecimentos, fomentando a socialização numa fase da vida em que o isolamento é um risco real.

Em suma, na terceira idade - como nas outras, aliás - a natação é sinónimo de melhoria do bem-estar físico e psíquico.

Já aqui se disse - quase toda a gente pode praticar natação. Mesmo pessoas com problemas físicos e grávidas. Para eles, a hidroginástica é a melhor alternativa, sendo mesmo recomendada pelos médicos como terapêutica para pessoas obesas ou com problemas de coluna e articulações. E preferida pelos mais sedentários.

Não sendo obrigatório saber nadar, a hidroginástica diminui a sobrecarga osteo-articular, em especial na coluna e membros inferiores, ajuda a mobilidade articular e facilita a circulação periférica.

Para as grávidas, tem o grande benefício de melhorar ou corrigir a postura, de ajudar a controlar a respiração (essencial no momento do parto) e aumentar o trabalho muscular. Desde que haja autorização médica, pode ser praticada ao longo de toda a gravidez, proporcionando uma agradável sensação de leveza.

E há até quem prefira que o parto aconteça dentro de água, sendo bastante mediatizadas algumas dessas experiências baseadas na teoria de que a expulsão do útero para o meio aquático é menos agressiva para o bebé ao fim de nove meses de confortável flutuação no líquido amniótico.

Talvez por isso mesmo, logo aos três/seis meses eles se sintam como peixinhos na água... Quem não se lembra do magnífico anúncio televisivo da Expo-98?

Emagrece? Não emagrece?

Como forma de perder gordura, a eficiência da natação varia de acordo com o desempenho do nadador, dependendo da velocidade do movimento, mas também da habilidade individual.

Um nadador hábil necessita de menos energia para se mover na água, pelo que tem de nadar uma distância maior do que uma pessoa menos experiente se quiser perder o mesmo valor calórico.

Embora o gasto calórico na natação também dependa do metabolismo de cada pessoa, pode dizer-se que uma aula de 45 minutos ininterruptos consome cerca de 400 a 600 kcal. Bater as pernas para flutuar em posição vertical implica um consumo de 1,5 litros de oxigénio por minuto, o que significa um gasto calórico próximo das 7,5 kcl/minuto.

Uma mão cheia de vantagens

Em grupo ou individualmente, com monitor ou em regime livre, nadar é bom para a saúde. Favorece o desenvolvimento harmonioso do corpo e pode ajudar a reforçar os laços familiares e sociais.

Quando pais e filhos partilham o mesmo desporto, não é só o corpo que sai a ganhar, são também os afectos. Há uma mão cheia de vantagens que tornam a natação uma prática atraente. Leia aqui quais:

* Aumenta a capacidade de recuperação após os esforços físicos
* Proporciona maior força muscular
* Optimiza a resistência dos músculos
* Mantém adequado o equilíbrio muscular
* Amplia a coordenação motora
* Aumenta ou melhora a flexibilidade
* Proporciona maior protecção contra lesões
* Optimiza a acção dos músculos respiratórios
* Amplia o consumo máximo de oxigénio
* Diminui a frequência cardíaca de repouso
* Aumenta a capacidade de usar gordura como fonte energética
* Auxilia na queima de calorias em excesso
* Previne a obesidade na terceira idade
* Melhora a postura corporal
* Proporciona maior energia nas actividades diárias
* Auxilia no combate ao stress
* Fomenta a socialização
Fonte: Farmácia Saúde

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